"Em todo adulto espreita uma criança - uma
criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e
que solicita, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana
que quer desenvolver-se e tornar-se completa"
Carl Gustav Jung (1875-196)
Carl Gustav Jung (1875-196)
Dentro de cada um de nós, existe
uma criança interior, que é a criança que fomos um dia. Segundo Jung,
psiquiatra e psicanalista suíço, essa criança nos acompanha por toda a vida
influenciando em nossa decisões e comportamentos. A criança interior nada mais
é do que nosso EU, que corresponde a nossa verdadeira essência. Quando a
infância foi difícil, com histórias de negligência, abuso físico e emocional e
outras situações traumatizantes esses fatos são extremamente marcantes porque
ocorrem em um período de construção da personalidade. Quando há uma criança
interior ferida há uma resistência em perdoar e seguir em frente, e também uma
tendência de culpar os pais por todos os acontecimentos ruins que ocorreram na
sua vida.
Quando somos pequenos aprendemos
a agradar a todos como uma forma de ser aceito, não importando o preço a ser
pago. Toda criança precisa de amor e aprovação e quando adultos continuamos
essa busca por alguém que supra nossas necessidades emocionais não correspondidas
da infância. É um sentimento de vazio nunca preenchido, é uma carência eterna. Os
principais sintomas de uma criança interior ferida são: carência; vazio; medo
da solidão; dependência financeira e/ou emocional; necessidade constante de
aprovação, atenção e amor; e baixa auto estima.
Dentro da constelação sistêmica
familiar, temos um movimento que define esse momento em essa criança é ferida,
e ele acontece quando a criança necessitou de sua mãe ou do seu pai e eles não
estiveram presentes. Chama-se: movimento interrompido. Há um sentimento de
abandono, de raiva ou de desespero e a dor era tão grande que houve necessidade
de se desconectar. A decisão interna é de: “eu me retiro, já que ninguém está
disponível para mim”. E assim a criança e posteriormente o adulto assume esta
postura interna e essa imagem o acompanha a vida inteira. Segundo Bert
Hellinger, criador dessa técnica, a solução para esse trauma se consegue onde
tudo começou: com a mãe. Através do caminho regresso até ela, e agora como
adulto entender que assim como nós, ela também não foi perfeita em todos os
momentos.
Além de aceitar nossa mãe como
ela é, e entender que no que realmente é essencial ela foi perfeita: dizer sim
a nossa vinda, nos nutrir e educar, é preciso entender que agora como adultos,
nós somos responsáveis por dar tudo o que nossa criança busca. É preciso dar a
ela um lugar em nosso coração. Dessa maneira é possível a cura e o movimento
para o mais.
(45) 99969-8549
Carolina Palma Priotto
Constelação Sistêmica Familiar Individual e em Grupo
Foz do Iguaçu e Santa Terezinha De Itaipu
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